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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Giardiase

Giardíase


Descrição e Ciclo da Doença

Denomina-se giardíase a infecção pelo protozoário G. Duodenalis acompanhada por sinais clínicos. A manifestação clínica da doença pode proceder em um a dois dias á eliminação dos cistos. Dentre os animais domésticos, o protozoário, pode acometer cães, gatos, ovinos, bovinos, caprinos e cavalos, entre os animais silvestres são citados pássaros, camundongos e vários outros mamíferos selvagens.
O protozoário apresenta duas formas no seu desenvolvimento, trofozoítos e cistos.
A ingestão da água contaminada com cistos é a maior causa de giardíase nos animais e no homem, o que caracteriza como uma doença de veiculação hídrica.A sobrevivência dos cistos na água depende da temperatura, eles podem permanecer viáveis por até dois meses em água a 8 °C, e por apenas quatro horas em água a 37 °C. Após a ingestão de cistos há o desencistamento dos trofozoítos. Esse fenômeno é iniciado no estômago pelo ácido gástrico, que ativa os cistos, o processo é completado no duodeno. O ambiente ácido do estômago, um pH de 2,0 ou menos, e o pH praticamente neutro do duodeno são essenciais para este processo.
A colonização pelos trofozoítos está limitada ao duodeno distal e jejuno proximal. Uma vez que estejam no ambiente do conteúdo intestinal e na corrente fecal, as alterações ambientais fazem com que os trofozoítos encistem. Os cistos são expelidos nas fezes após um período pré-patente, que varia de 6 a 14 dias. Após a ingestão por um
hospedeiro apropriado, o ciclo se repete.

Sinais Clínicos
Geralmente, os animais infectados apresentam fezes de coloração pálida, amolecidas e com odor fétido, ocasionalmente podendo ser aquosas ou hemorrágicas. Alguns animais podem apresentar perda de peso, anorexia, febre, vômitos e dor abdominal.
Porém, a maioria dos casos são subclínicos, especialmente em animais adultos. Nesta faixa etária, a giardíase pode ser assintomática. A doença clinicamente aparente ocorre principalmente em filhotes e animais debilitados ou com doenças concomitantes, sendo a diarreia o sinal clínico mais comum. A diarreia também é comum em animais jovens e que vivem em locais de alta densidade populacional, como canis e gatis.
A variação na manifestação clínica da giardíase resulta de fatores relacionados ao hospedeiro, tais como sua resposta imunológica e sua condição nutricional. Assim como, de fatores referentes ao parasito, como a virulência e a patogenicidade da cepa de Giardia.
“A giardíase tem sido uma das principais causas de doença nos animais domésticos, constituindo-se em problemas relativamente comuns na clínica médica de pequenos animais, em que pese o uso mais frequente de vermífugos, o problema é visto diariamente em consultórios, clínicas e hospitais veterinários ”.


Diagnóstico
O diagnóstico realizado através da Técnica Coproparasitológica, onde os cistos e trofozoítos estão presentes em amostras fecais, são o meio diagnóstico definitivo de giardíase, porque os sinais clínicos e os testes biológicos laboratoriais, não são específicos.
A técnica da centrifugação com sulfato de zinco, é o método preferencial para a detecção dos cistos de G. duodenalis. As fezes podem ser preservadas em 2 a 5% de formalina. Contudo, um exame fecal negativo não descarta a possibilidade de infecção por G. duodenalis, porque o período pré - patente pode ser mais longo que o período de incubação, e frequentemente o hospedeiro elimina os parasitas intermitentemente. O exame direto de amostras fecais por três dias consecutivos é necessário, para apoiar a confiança no resultado de que a giardiase pode ser eliminada das considerações diagnósticas.
Outras técnicas podem ser utilizadas para detecção de Giardíase como: Técnica para Detecção de Coproantígenos (ELISA), este teste detecta antígenos nas fezes conservadas em formol ou mantidas sob refrigeração, ou também pode ser solicitado reação da polimerase em cadeia (PCR).

Tratamento

Albendazol, pertencente ao grupo benzimidazóis, é administrado dois dias para cães com 90% de eficiência, mas é potencialmente tóxico, causando mielosupressão, também há suspeitas que seja teratogênico, não sendo indicado para gestantes.
O fenbendazol, também é do grupo dos benzimidazóis, apresenta para cães um efeito de 100% de remoção de Giardia, (de 6 em 6 cães tratados), não foram observados efeitos colaterais como diarréia .
Os compostos nitroimidazóis, como metronidazol, o ipronidazol, o secnidazol e
o tinidazol, possuem estrutura química e mecanismo de ação semelhante aos derivados
nitrofurínicos e tem sido empregados com sucesso no tratamento de Giardia.
O importante é observarmos que nenhuma droga funciona em 100% dos casos. Os testes de triagem das drogas estão baseados na remoção dos cistos das fezes, porém é possível que os organismos ainda estejam no trato intestinal, que haja inibição de produção de cistos por um período de tempo e ocorra uma infecção futura. Certamente que a autoinfecção externa também pode ocorrer pela presença de cistos nos pêlos do animal, por isso o período pré-patente para Giardia é extremamente curto, pois é possível um animal se reinfectar e excretar cistos, 5 dias depois do último tratamento.
Falhas no tratamento da giardíase podem ser observadas, estas poderiam resultar da resistência do parasita aos fármacos, da sensibilidade diferenciada das cepas de Giardia e dos possíveis déficits da resposta imune do hospedeiro.

Controle e Prevenção

Medidas de desinfecção do ambiente são sempre fundamentais no controle do protozoário, bem como de outras infecções provocadas por outros agentes. É importante salientar que também é necessário o banho no animal, pois alguns protozoários podem ter ficado aderidos na pelagem, e no momento da desinfecção do ambiente, dos canis ou gatis, por exemplo, é necessário observar se a água utilizada não atinge outros ambientes de moradia dos animais, provocando falha no processo.
Atualmente, no Brasil vem sendo empregada uma vacina específica para Giardia spp. Os animais podem ser vacinados contra giardíase pela imunização com extratos de trofozoítos de G. duodenalis ou sobrenadante de cultura celular, porém a eficiência protetora não está bem testada.

A Colméia Clínica Veterinária, oferece serviços de Vacinação contra Giárdia , Consultas e Exames laboratoriais específicos para animais com suspeita de doença. Qualquer informação entrar em contato pelo telefone: (41)3666-8686.


Drª Tayná Caroline Schwonka Vilcek.


AMARAL, A. V. C., VIANA, F. A. B., BORGES, K. D. A., ATAYDE, I. B., 2003. XXIV Congresso Brasileiro da ANCLIVEPA – Belo Horizonte, 2003.
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LALLO, M. A.; RODRIGUES, L. C. S.; BONDAN, E. F. Giardíase em cães e gatos - revisão. Clínica Veterinária, 43: mar/abr, p. 40 – 44, 2003.

McGLADE, T. R.; ROBERTSON, J. D.; ELLIOT, A. D.; THOMPSON, R.C. A., High Prevalence of Giardia detected in cats by PCR. Veterinary Parasitology, Murdoch, Vol. 110, p: 197 – 205, 2003.

MELO, S. B.; FILHO, P. R. C.; LOPES, C. W. G. Giardíase Felina: Abordagem Clínica e Zoonótica, CIMFEL – II Congresso Internacional de Medicina Felina, 2003.

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SHERDING, R. G. The Cat Diseases and Clinical Management. 2ª ed. Ed. Robert G. Sherding. Vol. 1. p: 601 – 603, 1994.









quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Leptospirose


Leptospirose

A Leptospirose é uma zoonose (doença transmitida dos animais para o homem assim como do homem para os animais) causada por uma bactéria do gênero Leptospira, possuindo distribuição mundial com altíssima incidência em regiões tropicais intimamente relacionada a épocas de chuvas e enchentes.
No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, a maioria das infecções ocorre através do contato com águas de enchentes contaminadas por urina de ratos. Nesses países, a ineficácia ou inexistência de rede de esgoto e drenagem de águas pluviais, a coleta de lixo inadequada e as consequentes inundações são condições favoráveis à alta endemicidade e às epidemias.
A transmissão em cães pode ocorrer por contato direto de animais infectados, ou mais frequentemente, por transmissão indireta, onde o animal susceptível fica exposto a uma ambiente contaminado. A leptospira se multiplica rapidamente após entrar no sistema vascular espalhando -se por muitos órgãos e tecidos, incluindo rins, fígado, baço, sistema nervoso central, olhos e trato genital.
A apresentação clínica da leptospirose é bifásica, uma fase aguda e outra septicêmica (leptospiremia) que dura cerca de uma semana, seguida de uma fase imune, caracterizada pela produção de anticorpos e eliminação de leptospiras na urina (leptospirúria).
Fase de leptospiremia: fase de multiplicação do agente na corrente circulatória e em vários órgãos (fígado, baço e rins, principalmente). Ocorrem lesões mecânicas em pequenos vasos, causando hemorragias e trombos, que levam à infartes teciduais. A icterícia (aumento da concentração de bilirrubina na circulação) ocorre principalmente devido à lesão hepática, e não à destruição de hemácias. O rim começa a ter problemas de filtração. Há uremia ( aumento da concentração de uréia e ou creatinina mais sinais clínica associados) e o animal apresenta hálito de amônia. Este é o quadro agudo da doença no homem e no cão. A duração desta fase é de aproximadamente 4 dias (raramente chega à 7 dias).
Fase de leptospirúria: é a fase de imunidade, é caracterizada pela formação crescente de anticorpos com estabelecimento das leptospiras em locais de difícil acesso aos mesmos. Formam massas nos túbulos contornados renais, na câmara anterior do globo ocular, no sistema reprodutivo (vesícula seminal, próstata, glândula bulbo-uretral). A leptospirúria pode ser intermitente e durar de meses a anos.
O diagnóstico inicial da leptospirose é feito com base nos sintomas e sinais clínicos, avaliação do histórico e contexto epidemiológico e pelos resultados de exames laboratoriais, tais como elevação de atividade de enzimas hepáticas, bilirrubina, creatinina e uréia séricas. O diagnóstico laboratorial inclui hemograma completo, urinálise, sorologia e identificação da bactéria em tecidos apropriados. Na rotina clínica , a confirmação do diagnóstico clínico e epidemiológico se dá pela pesquisa de anticorpos específicos no soro, por meio do teste de soroaglutinação microscópica, ELISA, ou teste de aglutinação macroscópica em lâmina.
A terapia de suporte para animais com leptospirose depende dos sinais clínicos, da presença de disfunção renal e/ou hepática e outros fatores complicantes. Deve -se promover a hidratação a qual pode reverter os quadros de oligúria (diminuição a frequencia urinária) e anúria (ausência de urina), devendo ser usados diuréticos em casos mais graves. Também podem ser utilizados anti – eméticos quando da ocorrência de vômitos, em casos de hemorragia pode ser necessária a transfusão de sangue. A terapia com antibióticos deve começar tão breve possível, sendo a penicilina e seus derivados o antibiótico de escolha para o tratamento da leptospiremia.

A leptospirose é uma zoonose importante no Brasil e o cão por seu intimo contato com o homem, pode se tornar uma fonte de infecção. Para a prevenção da leptospirose, tanto humana quanto canina, é preciso a implementação de uma série de medidas de controle, como o controle da população de roedores, a manutenção de um ambiente desfavorável à sobrevivência das leptospiras e isolamento e tratamento dos animais infectados, além de se evitar o contato com água de enchentes para que não ocorra a disseminação da doença. Além dessas e outras medidas, a vacinação dos animais domésticos é de extrema importância prevenindo o aparecimento da doença.

A Colméia Clínica Veterinária possui um grande experiência em casos de Leptospirose, realizando detalhadamente exames clínicos e laboratoriais, além de programas de vacinação prevenindo o surgimento da doença.


Drª Tayná Caroline Schwonka (Médica Veterinária).


Referencia Bibliográficas

VIGNARD- ROSEZ,K.S.F; ALVES,F.A.R. Leptospirose canina. Disponível em : <http://www.cepav.com.br/br/paginas_internas/textos_tecnicos/leptospirose.html>. Acesso em : 13 de agosto de 2012.


MARTINS, F. S. V. ; CASTIÑEIRAS, T. M. P.P. Leptospirose. Disponível em : <http://www.cives.ufrj.br/informacao/leptospirose/lep-iv.html>. Acesso em: 13 de agosto de 2012.


GARCIA, M. Leptospirose. São Paulo. Disponínel em:<http://www.mgar.com.br/zoonoses/aulas/aula_leptospirose.htm>. Acesso em : 21 de agosto de 2012.


GREENE, C.E; SCHULTZ, R.D.Imunoprophylaxis. In: GRENNE, C.E. (Ed.) Infectious diseases of dog and cat. 3. ed. St. Loius: Elsevier, v., 2006.p.1069-1119.


LEVETT, P.N.Leptospirosis. Clinical Microbiology Reviews, v.14, n.2, p.296-326, 2001.

SCHMITT, C.I; , JORGENS, E.N. Leptospirose em Caes : Uma Revisão Bibliográfica. Disponível em : < http://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/saude/LEPTOSPIROSE%20EM%20C%C3%83ES%20-%20UMA%20REVIS%C3%83%20BIBLIOGRAFICA.pdf>. Acesso em : 13 de agosto de 2012.




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A importância dos exames laboratorias na rotina clínica do Médico Veterinário



Atualmente, médicos veterinários de todo o mundo vem se deparando com a importância da realização de exames laboratoriais para auxílio diagnóstico, tanto para animais de companhia, quanto para animais de produção.
A Patologia Clínica, subespecialidade da patologia que lida com o uso dos métodos laboratoriais (química clínica, microbiologia, hematologia, bioquímica sérica) para diagnóstico e tratamento de doença é, em termos gerais, o estudo da doença no ambiente clínico por meio de exames laboratoriais.
Os principais motivos empregados para que haja a realização de exames laboratorias são: A detecção de um estado patológico não identificado, definição, classificação ou confirmação de possíveis patologias, eliminação de causas e avaliações de estado patológico decorrentes da progressão da doença ou terapêutica utilizada.
A realização de um exame físico completo e a obtenção prévia do histórico completo do animal são procedimentos importantes para o clínico selecionar os principais métodos diagnósticos que irão confirmar ou descartar possíveis patologias.
Na rotina clínica, os principais exames envolvem fluidos corpóreos (sangue, soro, plasma, urina, fezes e fluidos em geral) sendo classificados em três categorias :

Testes Hematológicos clínicos: (amostras de sangue total): Hemograma Completo (contagem total de eritrócitos, leucócitos, plaquetas e contagem diferencial de leucócitos), Coagulograma (avaliação da coagulação sanguínea).

Testes de Bioquímica clínica : (amostras de soro, plasma, urina) destacando ALT, AST, GGT, F.A, Bilirrubina que avalia função ou lesão do Fígado; Creatinina, Uréia, Relação Proteína: Creatinina Urinária avaliando os Rins; Amilase e Lipase avaliando o Pâncreas; e demais exames bioquímicos associados a outras alterações como Glicose, Triglicerídeos, Colesterol, Proteínas Totais, Albumina, Globulinas dentre outros.

Testes de Microscopia Clínica:
Citologia Clínica: onde avalia populações de células e suas características microscopicamente.
Análise de sedimento urinário (exame de urina): Exame microscópico da urina para detectar a presença de células e outras estruturas.
Parasitologia Clínica: Análise microscópica de fezes, urina, sangue ou outras amostras para detectar a presença de ovos, larvas ou outras formas de parasitas.

Para a correta execução dos exames laboratorias, o médico veterinário deve prestar atenção aos seguintes itens:

  • Preparo do paciente: animais mantidos em jejum por, no mínimo 8 horas, antes da colheita das amostras de sangue.
  • Técnica de colheita adequada
  • Frasco de colheita adequado ( Hemograma: Frasco com tampa roxa contendo EDTA; Exames Bioquímicos: Frasco de tampa vermelha sem a presença do anticoagulante; Coagulograma: Frasco de tampa azul contendo Citrato de Sódio dentre outros).
  • Volume adequado para análise: mínimo 3 ml (amostras com menor volume acarretam em alterações das células mascarando o resultado).
  • Manuseio da amostra: Identificação adequada de todas as amostras; Manutenção das amostras em temperatura adequada (2 a 8°C); Processamento imediato levando a resultados mais confiáveis.

Na Colméia Clínica Veterinária são realizados os seguintes exames :

Testes Hematológicos: Hemograma completo com contagem de plaquetas; Eritrograma; Leucograma; Hematócrito + proteína plasmática; Contagem de Reticulócitos; Pesquisa de Hemoparasitas; Pesquisa de Microfilária.
Testes Bioquímicos: Albumina; ALT; AST; Creatinina; Colesterol; Fosfatase Alcalina; Glicose; Proteína Total; Triglicerídeos; Uréia;

Perfis e Funções:

  • P1 ( Hemograma + ALT + Creatinina);

  • P2 ( Hemograma, ALT, Creatinina, Fosfatase Alcalina, Uréia);

  • P Anestésico ( Hemograma, ALT, Creatinina, Glicose);

  • Função Hepática Cão (ALT, F.A, Albumina);

  • Função Hepática Gato (ALT, GGT, Albumina);

  • Perfil Endócrino (Colesterol, Triglicerídeos, F. A).


Testes de Microscopia: Coproparasitológico; Urinálise; Análise de Líquido Cavitário; Citologia Otológica; Citologia Vaginal; Raspado de Pele.

Demais exames que não constam na lista, são encaminhados e processados por laboratório conveniado.
Informações sobre preços e realização de exames entrar em contato com a clínica pelo número : (41)3666-8686.

Drª Tayná Caroline Schwonka (Médica Veterinária).

Referencia Bibliográfica: STOCKHAM, Steven L.; SCOTT, Michael A. Fundamentos de patologia clínica veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

EXCESSO DE PESO





Frasezinha danada essa, de efeito devastador, tira o sono de muita gente, principalmente no inicio do verão, quando as pessoas querem ir à praia e começam a se olhar mais no espelho, é de perder o folego; as pessoas querem o todo custo estarem mais magras, com uma aparencia melhor, isso é muito dificil de acontecer de uma para outra, aí entram as academias, fórmula miraculosas quase mágicas, que prometem quase tudo, exceto saúde; já existia antes, agora a preocupação com o excesso de peso passou a ser maior também nos animais de companhia, seja ele cachorro ou gato, como esta na moda ser politicamente correto, mudaram até o nome do problema, antes era gordo, virou obeso, que virou animal com sobrepeso, agora é sobrealimentado.
Estudos sugerem que 25% dos cães que vivem em casa ou apartamentos estão obesos ou sobrealimentados, como queiram, alguns chegando a pesar 80% acima do ideal. Esta provado que os animais com peso adequado vivem mais e melhor que os sobrealimentados.
Alguns estudos realizados nos USA, Japão e agora no Brasil dão conta de que animais alimentados adequadamente vivem até 30% a mais que os sobrealimentados. Está provado a comida também mata. Essa diferença na perspectiva de vida dos sobrealimentados esta relacionada a diversos fatores, tais como:
1° - Dificuldade em movimentar-se;
2° - Prejuízo de articulações do joelho e coluna vertebral; sobretudo, coluna lombar. Nas articulações do joelho há uma sobrecarga nos ligamentos e da própria estrutura óssea; já na coluna lombar, na maioria das vezes ocorrem neoformações na estrutura óssea ou diminuição do espaço inter-vertebral, ocorrendo até a calcificação destes, provocando dores no animal toda vez que ele tenta se movimentar;
3° - Acumulo de gordura em órgãos internos; tais como fígado, pericárdio, vasos sangüíneos, ao redor dos rins, etc, além de formarem uma capa de gordura logo abaixo da pele, que antigamente servia de proteção contra o frio e hoje não tem serventia alguma;
4° - Produção e liberação de enzimas e radicais livres que com o passar dos anos levam a deterioração do organismo; ocorrendo em função disso colesterol alto, diabetes etc;
5° - Alguns fatores facilitam o ganho de peso do animal, entre eles: Genética (labrador, rotwelleir), desequilíbrios hormonais (castração, distúrbios da tireóide), dieta em excesso (nossa grande vilã);



A tabela abaixo mostra as características de cada peso:



Animal Subalimentado Animal Com Peso Ideal Animal Sobrealimentado
- Costelas estão à mostra;
- Palpando o animal, consegue-se sentir o contorno das costelas; - Quando palpado não percebe o contorno das costelas;
- Ossos pélvico são aparentes e proeminentes;
- A cintura pode ser observada(de cima, o animal lembra uma ampulheta); - Sem cintura quando visto de cima;
- Cintura e dobra abdominal exageradas. - Visto de lado, a prega da virilha lembra um triângulo. - Visto de lado, não há definição da cintura.



O manejo nutricional do animal sobrealimentado, visa principalmente a atender a 3 itens básicos:
1) Minimizar a sensação de fome do animal - E consequentemente sua ansiedade em comer; esta é, com certeza a maior barreira que encontramos; tirar hábitos arraigados a cultura do proprietário e do seu animal de companhia não é tarefa fácil, é tarefa Hercúlea; hoje existem rações e medicamentos que auxiliam no controle da sensação de fome e consequentemente da ansiedade em comer. Reeducação alimentar é algo imprescindível quando se fala em sobrealimentação, depois de descartada as possibilidades de distúrbios metabólicos, resta ao Médico-Veterinário lançar mão de meios que possam facilitar essa empreitada, entre elas está em ter uma conversa franca e clara com o proprietário do animal, visando auxiliá-lo nessa tarefa, lançando mão de produtos que facilitam a vida de todos os envolvidos.
2) Minimizar a perda de massa magra (músculo)- Associada à perda de gordura que ocorre durante o processo de perda de peso; isso se consegue com alimentação adequada associada a exercícios que reforçarão essa troca de gordura pôr ganho de massa muscular com perda de peso; estudos comprovam que quanto mais massa muscular, um quilo de massa muscular consome mais energia que um quilo de gordura.
3) Manutenção do peso ideal após a redução de peso- Parte importante de todo o processo, isso é para a vida toda.



Um bom manejo nutricional deve incluir entre outras coisas:
- Começar um programa de reeducação alimentar supervisionado pôr um Médico-Veterinário, que após avaliar o animal, poderá solicitar exames, além de verificar parâmetros que indicam excesso de peso e estruturas ósseas que possam estar comprometidas, indicar atividades esportivas, como caminhadas de poucos minutos em volta da quadra, que aos poucos vão se expandir para parques, brincadeiras com bolinhas, piscinas, etc.
- Escolher uma ração na qual o animal se adapte e que seja ideal para raça e objetivos traçados; não adianta a ração ser light, se ela fica a vontade;
- Restringir o fornecimento da ração a determinados horários e a certas quantidades;
- Além da ração, fornecer alimentos pouco calóricos em quantidades também limitadas, tais como frutas e verduras; que fornecem fibras, vitaminas e minerais, além de controlar a ansiedade por comida.
Conversar com seu Médico-Veterinário é fundamental, ele, com certeza lhe ajudará nesta tarefa de proporcionar mais e melhores anos de vida ao seu amigo(a

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Castração de Machos:

Eis a questão; castrar ou não castrar o macho?
Na nossa sociedade isso ainda é visto como algo distante da nossa realidade, algo como mutilar, esfacelar, denegrir a imagem do animal perante a sociedade e os seus companheiros, com a fêmea tudo bem, seus órgãos não estão expostos, são internos, ninguém os vê, muito menos consegue palpa-los, já com os machos não, seus órgãos estão ai a olhos vistos, saltando para fora do corpo, mostrando toda a sua “autoridade”. Mas e daí como vamos conviver com esses seres em espaços cada vez menores quando estiverem na fase adulta, com hormônios aflorando a pele, demarcando território, “atacando” tudo o que se move a sua frente, a culpa não é deles, se alguém pensa em reclamar fale com a mãe natureza, ela manda e quem pode manda o resto obedece.
A muito tempo isso deixou de ser tabu em muitos países tais como USA e Japão, França, Inglaterra, entre outros. Para esses povos é normal adquirirem um animal e vir junto um pacote incluindo endereço do médico veterinário que o atende, as vacinas que tomou e as que precisa tomar enquanto filhote e o valor da castração; o novo proprietário só precisa entrar em contato com médico veterinário para fazer as vacinas e agendar a castração independente de ser fêmea ou macho.
Vamos a algumas considerações quanto a castração de machos, tanto gatos quanto cães:
1° - A castração deve ser feita enquanto o animal for considerado jovem, em torno de 4-6 meses de idade. Um animal adulto já tem vícios e hábitos que a cirurgia não vai eliminar, ou seja, ele continuará com hábitos antigos tais como, demarcar território, das suas voltinhas nas redondezas, alguns continuam tendo interesse sexual e copulam com fêmeas no cio;
2° - Quando feita na idade certa, ainda não houve influência hormonal, o que diminui a incidência de alguns tipos de tumores;
3° - Pelo fato de saírem menos de casa, correm menos riscos de serem atropelados por automóveis ou comerem algo estragado na rua;
4° - Diminui a incidência de ectoparasitas como pulgas e carrapatos e também de endoparastias visto que saem menos às ruas;

5° - Evitam situações incômodas quando na presença de visitas; ninguém gosta de um cão que se gruda na perna da visita ou do gato que urina toda vez que tem alguém diferente em casa;
6° - Podem machos e fêmeas coabitar um mesmo espaço;
7° - Os animais tornam-se mais dóceis, porém os cães continuam tendo instinto de guarda.
Esses são alguns dos benefícios em se castrar um cão ou gato, caso queiram mais informações conversem com o médico veterinário que os atende e ele certamente apontará mais alguns. Abraços e boa sorte.

Dr º Marceal M.C. Beltrani
Cirurgião da Colméia Veterinária.

quarta-feira, 30 de março de 2011

GRIPE CANINA

Gripe Canina:

- É pessoal, findou o verão, estamos em nova estação, o outono, época em que as folhas caem e as arvores adormecem e voltam a florir somente na primavera, esta época é uma fase de mudanças, onde os dias vão ficando cada vez mais curtos, com uma variação climática muito acentuada, favorecendo assim o surgimento de “novas companhias”, entre elas as famosas doenças de meia estação, onde a mais famosa é a tosse dos canis, bordetelose, gripe canina, traqueobronquite canina, etc.

- A gripe canina, é uma doença altamente contagiosa, transmitida por contato direto de um animal com outro, por espirros, vasilhas de alimentação. A transmissão ocorre de forma rápida, propagando-se e contaminando todos os animais não protegidos do ambiente, daí o nome tosse dos canis, ataca animais de qualquer idade, dando preferência aos filhotes não vacinados ou imuno-suprimidos.
- Causada por uma bactéria de nome Bordetella Bronchiséptica, acaba favorecendo e facilitando a invasão de vírus, produzindo um quadro infeccioso que pode abranger todo o sistema respiratório, inúmeras vezes causando pneumonia ou broncopenumonia.
- Os sintomas mais comuns de B. Bronchiséptica são tose seca (sem catarro), que se manifesta geralmente quando o animal faz um movimento brusco desencadeando a tosse, que muitas vezes vem acompanhada de engasgos, vômitos espumosos; quando ocorre broncopneumonia há secreção nasal e às vezes conjuntivite, com a temperatura chegando até os 40,°0 C.
- O diagnóstico é feito baseado na sintomatologia clínica e relato de não vacinação do animal. Exames complementares as vezes são necessários, principalmente quando houver suspeita de envolvimento pulmonar.
- O tratamento baseia-se em não expor o animal a movimentos bruscos, mantendo-o isolado, com medicação de suporte como antibiótico por 7 a 14 dias, algumas vezes um suplemento alimentar, antitérmicos quando necessário, anti-inflamatórios também ajudam.
- A prevenção baseia-se em vacinar filhotes e adultos, limpeza de canis com água sanitária ou cloreto de benzalcônio.

Marceal M.C.Beltrani. Médico Veterinário.


quinta-feira, 17 de março de 2011

SAUDE PUBLICA

- Leptospirose já fez 85 vítimas em Curitiba em 2010. Doença grave é provocada por bactéria eliminada na urina do rato, em especial nos períodos de chuva. Redação Bem Paraná (Essa doença grave, que é provocada por uma bactéria eliminada na urina do rato em especial nos períodos de chuva, já fez 85 vítimas na cidade em 2010. A maioria procurou assistência médica logo e conseguiu superar a doença, mas dezenove não tomaram o mesmo cuidado e morreram). http://www.bemparana.com.br/index.php?n=146884&t=leptospirose-ja-fez-85-vitimas-em-curitiba-em-2010, acessado em 15 de Março de 2011.


- Publicado em fevereiro de 2011 porJoice Hasselmann. Desde o início do ano, quatro pessoas morreram vítimas da leptospirose em Curitiba e região metropolitana. Foram registrados 131 casos suspeitos, e 16 foram confirmados até esta sexta-feira. http://blogdajoice.com/joice/?p=22047, acessado em 15 de março de 2011.


- Publicado em 11/02/2011 por Bruna Maestri Walter. Leptospirose mata 4 na Grande Curitiba. As chuvas registradas nas últimas semanas no Paraná colocaram os serviços de saúde em alerta devido aos riscos trazidos pela leptospirose. Nos últimos dois meses, pelo menos quatro pessoas morreram devido à doença em Curitiba e região metropolitana, duas na capital e duas em Colombo. http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1095668, acessado em 15/03/2011.

- Publicado em 13/01/2011 pelo CanalAgua. Pelo relatório da Secretaria de Estado da Saúde, Curitiba é a cidade que concentra o maior número de casos (106) e mortes (18), seguida dos municípios da região metropolitana: Colombo (19 casos e 4 mortes); Almirante Tamandaré (7 e 2); e São José dos Pinhais (7 e 1). Paranaguá, no Litoral do Estado, com 6 casos e 2 mortes, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais, que também registrou 6 casos e um óbito, vêm na sequência. http://www.canalagua.com.br/noticias/ver/103-grandes-centros-urbanos-tem-mais-risco-para-a-leptospirose, acessado em 15/03/2011.


Poderíamos passar o resto do dia repassando informaçãoes a respeito da doença, existe um fonte inesgotável na internet a respeito dela, mas o importante é buscar formas de prevenção, volto a frisar: Converse com o seu médico veterinário de confiança e peça informação a respeito dessa doença, essa a melhor forma de cuidar de seu animal e de sua familia, pois como vimos acima a leptospirose mata.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Adestramento de Animais


Há milênios o homem vem moldando o seu modo de vida junto a natureza e isso tem sido feito também com os animais que com ele de convive. Os cavalos, leões, cães e o homem, pertencem ao mesmo reino, o reino animal; embora todos sejam mamíferos, cada qual pertence a uma espécie diferente; possuindo diferenças quanto a necessidades alimentares, habitação, expectativa de tempo de vida, período de gestação, etc. Seguindo esse racíocinio, deve ser fácil acreditar que todos possuem formas diferentes de viver e de como a vida deve ser “encarada”. Então que tal pensarmos como esses animais reagem a condição de relacionamento entre espécies, mais especificamente a relação homem-cão? A mudança na forma de adestar ou condicionar cães passou por uma grande mudança desde que o fisiólogo russo Pavlov (1849/1936), publicou um estudo sobre o condicionamento dos cães que ele estava estudando. Ele estudava a atividade digestiva dos cães e verificou que os cães começavam a salivar antes mesmo de receberem comida, somente ao ouvir seus passos no corredor. Hoje o adestramento é feito na base do estímulo-recompensa, buscando desenvolver ações onde o animal é estimulado e apresentar um determinado comportamento, sempre presevando as diferenças individuais e aptidões de cada raça (não dá para ensinar todos os labradores a serem cães de guarda, nem todos os rotweillers a serem amigos de todas as pessoas). Além de se observar a aptidão de cada raça é necessário tembém se avaliar o comportamento individual e a partir daí começar um trabalho de acordo com as características individuais de cada animal, buscando o seu desenvolvimento pleno para a atividade a qual ele se destina. Aqui vale o exemplo dos cães guias de cego, onde na parte final do adestramento esses animais depois de serem condicionados a certos rigores precisam tomar uma decisão contrária a um comando do dono: eles (cão e condutor) ficam no meio-fio, o condutor dá um comando para eles atravessarem a rua, se o cão obedecer ele é desclassificado, porque tem o barulho de um motor ligado, que pode ser um indicativo de carro em movimento na direção deles o que colocaria em risco a vida do seu condutor, aliás quando virem um cão-guia tenham o máximo respeito por ele e pelo seu trabalho e passem por eles (cão e condutor) como se fossem um transeunte qualquer, algo que desvie sua atenção do trabalho pode por em risco a vida do seu condutor, pense nisso. Costumo dizer que ensinar um cão é a mesmo que ensinar uma criança, as mães quando ouvem isso ficam assustadas, mas é basicamente igual, salvo a diferenças entre as espécies, baseia-se numa relação de afeto e companheirismo, onde um busca no outro aquilo que lhe falta. Quantas vezes nós repetimos uma palavra para uma criança e brincamos, damos risadas, quando ela pronuncia a palavra certa, depois vem a frase, depois, depois de muito tempo ensinamos a letras, os números, depois vamos juntando as letras e formando as palavras, sempre com um sorriso nos lábios, uma palavra de incentivo, um abraço, com os animais é a mesma coisa, começa-se aos poucos, ensinando com comandos simples e claros (não precisa gritar, mas marcar o que é certo e o que é errado), eles aprendem rápido, principalmente quando eles recebem um carinho e alguma guloseima, pronto, eles gravam na memória rapidamente e respondem prontamente quando estimulados. Respeito é a palavra chave para se conviver em comunidade, independente a espécie com a qual esta se convivendo e inteligência o homem gaba de ter a maior entre todas as espécies; então numa relação homem-outras espécies, deve o homem conhecê-las a fundo e usar sua inteligência para fazer com que elas convivam de forma harmoniosa com ele.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Leptospirose em cães

LEPTOSPIROSE EM CÃES

A leptospirose é uma das doenças mais antigas que se conhece, atingindo praticamente todos os mamiferos inclusive o homen, chegando a uma taxa de mortalidade em humanos em curitiba e regiao metropolitana da ordem de 12-15% dos contaminados. É uma doença cosmopolita, sendo transmitida pela urina do rato, que assim contamina alimentos expostos ou mal acondicionados.

Os ratos são animais que vivem em colonias, expondo-se quase que somente para buscar alimentos. Quando na colonia é tomada a decisão de que chegou a hora de buscar alimentos, o primeiro animal a sair é o mais velho ou um animal que esteja doente, somente após este animal voltar é que outro sairá em busca de alimento e assim sucessivamente, se um rato não voltar, nenhum outro rato sairá da toca neste dia; isso explica o fato de raticidas que matam o rato imediamtamente não surtirem efeito por longos períodos, pois os ratos que morrem pela ação deles é uma quantidade muito pequena em relação a quantidade que existem no ambiente.

Estamos na época do ano conhecida como época da ratada, pois as condições ambientais estavam favoraveis e os ratos procriaram aumentando e muito o numero de ratos no ambiente, agora que a população esta grande, eles começam a enfrentar uma dificuldade maior para encontrar alimentos, competindo mais entre si, a oferta de alimento tem sido cada vez menor isso tem levado a busca por alimentos quase que 24 horas por dias, nos remetendo ao problema acima citado.

A LEPTOSPIROSE tem aparecido em um numero grande de cães, levando a morte a sua grande maioria. Em cães os sintomas de leptospirose são:

1º - Emagrecimento progressivo ao longo dos dias – O animal vai perdendo peso sem que o proprietário perceba;

2º - Anemia – Esse sinal o proprietario dificilmente consegue perceber;

3º - Prostração – Pela dor, o animal reluta em levantar, caminhar, preferindo ficar a maior parte do tampo deitado;

4º - Inapetência, levando a anorexia – Aos poucos o animal vai parando de comer;

5º - Dores pelo corpo – O animal reluta em levantar;

6º - Temperatura – No inicio apresenta febre, depois a temperatura tende a cair para abaixo do normal;

7º - Ictericia – O animal começa a ficar amarelo, sinal de que a anemia esta acentuada;

8º - Lesões em órgãos internos – Pode haver lesão em fígado, baço, hemorragias em estomago intestino (que provocam vomitos e fezes com sangue), comprometimento em rins, etc;

9º - Desidratação – No começo leve, chegando a intensa com o passar dos dias;

10º - Óbito – Em função do agravamento dos sintomas, principalemente desidratação, hemoragias internas e comprometimento renal.

O tratamento baseia-se em:

- Reposição do equilíbrio hidro-eletrolítico e energético, no uso de antieméticos, protetores gástricos e de antimicrobianos.

- Transfusão de plasma ou de sangue fresco total

Principais antimicrobianos recomendados na terapia da leptospirose em cães e gatos.

Droga

Espécie

Dose

Via

Intervalo
(horas)

Duração
(semanas)

Penicilina G

C e G

25.000 a
40.000 U/kg

IM, SC, IV

12

2

Ampicilina

C e G

22 mg/kg

PO, SC, IV

6 a 8

2

Amoxilina

C

22 mg/kg

PO

8 a 12

2

Azitromicina

C

20 mg/kg

PO

24

1

Doxicilina

C

5 mg/kg

PO, V

12

2

Tetraciclina

C e G

22 mg/kg

PO

8

2

Eritromicina

C

15-20 mg/kg

PO, IV

8 a 12

2








C e G = cão e gato C = cão Fonte: Adaptado de GREENE, C.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, , 2006. Copiado de http://www.leptospirosenobrasil.com.br/doenca/tratamento.php, acessado em 01/03/2010

O grande cuidado contra a leptospirose esta na PREVENÇÃO, todos os animais devem ser vacinados. Converse com seu médico-veterinário, ele sabe o que é melhor para seu cão.

GESTAÇÃO EM CADELAS



A grande maioria dos proprietarios de femeas não sabem o periodo de gestação da cadela e levam um susto quando descobrem que esse periodo varia de 58 a 65 dias; é algo em torno de 2 meses, um período de tempo muito curto, fazendo-se necessario um planejamento que começa com a decisão de se ter uma ninha da filhotes, passa pela preparação da femea para o acasalamento e termina com o que fazer com esses filhotes que nasceram.

A decisão de ter uma ninhada de filhotes tem muito a ver com nosso clima; Curitiba e região possui um clima instavel, com variações temperatura no mesmo dia e isso deve ser levado um conta principalmente nas estações de outono e inverno; uma ninhada nascida nessas épocas certamente necessitara de mais atenção com a

quecimento do ambiente e também com umidade do ar que deixa o clima com uma sensação de que esta mais frio.

A preparação da fêmea começa alguns dias antes da data provavel do cio com:

- Vermifugação, pois ela devera estar livre de parasitas, pois ela gastara muito dos nutrientes ingeridos para formar os filhotes e para produzir leite, além de que alguns vermes são transmitidos da mãe para os filhotes durante a gestação e outros durante a amamentação;

- Vacinação deverá estar em dia, todas as vacinas que proventura estejam atrasadas deverão ser aplicadas antes dela entrar no cio, porque durante o período de cio as imunidade baixa e a vacinação nesta epoca não surtirá o efeito desejado, logo nas primeiras horas após o parto ela passará anticorpos para os filhotes referente a todas as todas doenças para as quais ela foi vacinada garantindo assim proteção para os filhotes ate os 42 dias de vida;

- Alimentação também é um fator importante, pois a vezes o nivel nutricional da fêmea está bem para ela neste momento, mas não para suportar uma gestação, lembrando que ela tera que gerar os filhotes e amamenta-los por pelo menos 30 dias, a partir daí ela começa a desmama-los pois as unhas e dentes dos filhotes já incomodam, a qualidade produzida é baixa e a quantidade produzida não é mais suficiente para a ninhada toda, nesta fase eles deverão esta recebendo ração para filhotes ou pelos menos papinha de desmame. Quando a cadela é alimentada com ração de manutenção muitas vezes se faz necessário uso de suplemento alimentar a base vitaminas, minerais, aminoácidos, etc que ajudam a fornecer mais leite e de melhor qualidade;

- Espaço Aqueles animais que vivem em canil, talvez precisem de atenção especial, cuidando mais precisamente do local onde eles ficam abrigados da chuva, a maioria das pessoas usam casinha, alguns colocam extrado de madeira; na casinha dias antes do parto pode ser colocado folhas de jornais picadas ou não para que a cadela vá se acostumando, algumas pessoas colocam cobertores que aquecem bem durante a noite e fica mais confortavel, mas deve-se ter em mente que o cobertor vai sujar muito e preceisa ser lavado com frequência e que também os filhotes podem eventualmente enrroscarem as unhas nas fibras do cobertor e ficarem presos nela; caso a pessoa opte por extrado de madeira é necessário colocar madeira em sua volta e fechar todas os vãos entre as madeiras par que não passe nenhum filhote entre elas o que certemente levaria a morte.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

DENTIÇÃO EM FILHOTES.


O cão como quase como todas as criaturas quando nascem não possuem dentição, aos poucos ela vai aparecendo até preencher toda a boca do animal; então lá pelas tantas essa dentição começa a cair e começa a aparecer outra que vai ficar por um bom tempo, sevindo para apreender, mastigar e triturar o alimento antes de ingeri-lo, ah serve também para nos assustar, afinal quem já viu a boca de um rotweiller escancarada, sabe do que estou falando, dá medo.

A primeira dentição é chamada dente de leite, ela é provisória, serve ao animal por pouco tempo, os dentes são afiados, pontiagudos e quando a boca esta preenchida chegam ao total de 28 dentes chamados de decíduos ou de leite, que começam a aparecer quando um filhote atinge a idade aproximada de 30 dias e são perdidos gradualmente no período de 3,5 a 7 meses idade. Durante este tempo, os filhotes tem por hábito roer brinquedos, chinelos, pés de sofá e tudo mais o que vêem pela frente pelo fato da gengiva estar coçando ou doendo. O tempo de erupçaõ da dentição de leite é mais ou menos assim:

- Incisivos: 3 – 4 semanas;

- Caninos: 3 semanas;

- Pré-molares: 4 – 12 semanas.

A dentição permanente começa aparecer mais tarde, os dentes são mais robustos, grossos, mais arredondados, com uma aparência de serem mais fortes, eles ficam na boca do animal por um período de tempo longo, claro dependendo de uma série de coisas, entre elas a alimentação, cuidados com higienização por parte do dono, hábitos do animal em morder tudo o que vê pela frente, etc.. A troca de dentes de leite ou decíduos para a dentição permanente ocorre durante a seguinte idade:

- Incisivos: 3 – 5 meses;

- Caninos: 4 – 6 meses;

- Pré-molares: 4 – 6 meses;

- Molares: 5 – 7 meses.

PROJETO DE LEI



Foi apresentado no incio de março deste ano, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS) um projeto que preve a extinção de determinadas raças de caes considerados agressivos, ao todo são 17 raças consideradas perigosas e seus donos poderão respoder civil e criminalmente pelos danos causados pelos animais.
Projeto de lei que tramita há dois anos no congresso proíbe, caso seja aprovado, até a reprodução de cães da raça Pitbull em todo o país, sendo obrigatoria a castração dos machos. Preve tambem pena de detenção para os proprietarios de animais que porventura tenha atacado uma pessoa, variando de tres meses a vinte anos de detenção. As raças consideradas perigosas são: Rottweiler, Fila, Pastor Alemão, Mastim, Dobermann, Pitbull, Schnauzer Gigante, Akita, Boxer, Bullmastiff, Cane Corso, Dogue Argentino, Dogue de Bordeaux, Grande Pirineus, Komondor, Kuracz e Mastiff, algumas criadas em grande escala outras nem tanto, mas todas segundo o senador são perigosas e devem serem extintas do Brasil.


A polemica esta criada, inumeras pessoas com suas razões querem o fim de algumas dessas raças, outras simplesmente querem um maior controle sobre esses animais e seus criadores, mas é preciso fazermos algumas considerações; 1º - Esse projeto de lei foi levado a plenário sem consultar os médicos-veterinários que atendem esses animais e os criadores dessas raças, eles provavelmente teriam sugerido algumas modificações ou aperfeiçoamento desse projeto de lei;

2º - O projeto repassa para prefeituras e municipios a obrigação de implantar, fiscalizar e fazer cumprir essa lei, não se sabe a que preço e de onde virão os recursos para isso;

3º - Apesar de ficarem mais expostas a midia, essas raças mencionadas são as que menos causam problemas, visto que o número de pessoas atacadas por cães de ruas é muito superior a aquelas que são atacadas por caes de alguma dessas raças ditas perigosas (Curitiba registra vinte ataques de caes de rua por dia);

4º - Esse parece ser um daqueles projetos feitos sob encomenda para causar impacto em ano eleitoral, pois como declarou o superintendente da Confederação Brasileira de Cinofilia, Carlos Manso, qualquer criador pode derrubar essa lei, pois ela é incostitucional.

Pronto, a polemica esta criada, um local tão importante como o Congresso Nacional se vê às voltas com esse tipo de problema, onde as classes que poderiam ajudar não foram chamadas a colaborar, a realidade brasileira foi esquecida, o problema foi distorcido, se é consenso que o animal tem personalidade e reflete a personalidade do dono, como vamos lidar com essa situação, quando um cão ataca uma pessoa vamos castrar o dono também?

VACINA DE RAIVA

A raiva é uma doença infecciosa que ataca mamíferos de todas as espécies, inclusive o homem, levando a morte. É transmitida na maioria da vezes por morcegos hematófagos (alimentam-se de sangue); esses animais no mesmo instante em que se alimentam de sangue transmitem o vírus e após alguns dias o indivíduo seja ele homem ou anmal começa a apresentar os sinais da doença que se iniciam por sialorréia, vocalização rouca, dificuldade em ingerir água e alimentos, evoluindo para envolvimento do sistema nervoso com sinais de ansiedade, inquietação, desorientação, alucinações, convulsões e finalmente a morte que ocorre em quase 100% dos individuos acometidos. Os morcegos hematófagos, alimentam-se de sangue e ao fazerem isso estão transmitindo a raiva para o individuo. Algo muito comum na região de colombo-Pr é encontrarmos equinos com as suas crinas ou cauda trançadas, sinal evidente de que os morcegos estão sugando esse animal, eles fazem isso durante a noite e retornam outras vezes, sempre para se alimentar do mesmo animal e no local. É de fundamental importância que a Secretaria de Agricultura seja notificada para que ela possa tomar as providências a fim de eliminar esses animais. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), adquiriu 33 milhões de doses da vacina antirábica e distribuiu para os Estados para que eles, através das Secretarias Estaduais de Agricultura realizassem campanhas de vacinação contra a raiva nos respectivos estados e seus municípios. Essas campanhas eram destinadas a imunizar cães e gatos e as vacinas utilizadas sempre foram produzidas por laboratórios brasileiros e nunca trouxeram maiores complicações, porém este ano o MAPA adquiriu as vacinas de um outro laboratório, também brasileiro, mas que produz a vacina por um sistema inovador e após iniciarem as vacinações nos estados os animais começaram a apresentar problemas. Desde agosto deste ano, foram notificados 1.401 eventos graves envolvendo animais que resultaram em 217 mortes. O Ministério da Saúde recebeu a análise parcial da investigação laboratorial feita pelo Ministério da Agricultura na quarta-feira (6). A investigação, realizada com cobaias, indicou a ocorrência de efeitos que até então não eram previstos na literatura científica. Entre os efeitos observados estão hemorragia, dificuldade de locomoção, hipersensibilidade de contato e intensa prostração, diante desta constatação decidiu por bem interromper toda e qualquer campanha de vacinação contra a raiva que estava sendo realizada no país. Alguns estados já haviam decidido suspender a campanha de vacinação contra a ravia, como era o caso de São Paulo, Espirito Santo e outros, no Paraná a campanha de vacinação contra a raiva que estava ocorrendo em alguns municípios foi suspensa por prazo indeterminado (fonte: folha.com, acessado 07/10/2010 - 19h26). O laboratório Biovet, laboratório produtor da vacina RAI-PET junto com o Instituto Tecnológico do Paraná (TECPAR), afirma estar seguro sobre a qualidade da vacina e que vai investigar o caso junto com o ministério da saúde. O Distrito Federal, e os estados do Espírito Santo, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins confirmaram a morte de animais vacinados com essa vacina. Aqui no Paraná, a raiva está controlada, não erradicada, como muita gente pensa. As clínicas veterinárias particulares em sua maioria, por usarem outros laboratórios como fornecedores de vacinas (comumente laboratórios estrangeiros) continuam vacinando todos os animais, sejam eles cães ou gatos, acima de 4 meses de idade, visto que a vacina é a única forma de proteger homens e animais desta fatal doença, até hoje somente 3 pessoas sobreviveram a ela, mas ficaram com sequelas. Infelizmente aconteceu esse fato, isso é prejudicial a todos, aos laboratórios envolvidos, ao governo que promovia as campanhas e principalmente a população que ficou desamparada, sem saber o que fazer. converse com seu Médico-Veterinário de confiança, ele e a pessoa mais indicada para explicar o que acontece neste momento e qual a melhor solução para seu animal de estimação.


domingo, 26 de setembro de 2010

CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS



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